31 de julho de 2017

Escrevendo para me libertar

Nós criamos prisões dentro de nós mesmos e isso traz a vontade de lutar pela liberdade. Estou escrevendo para me libertar do arrependimento, do erro imperdoável que eu cometi, preciso escrever para saber que minha mente ainda consegue trabalhar de forma racional, que o meu coração mole não vai falar mais alto agora, ceticismo é algo que existe para muitos sentimentos e para que eu consiga viver bem eu terei que agir da mesma forma, preciso bloquear os pensamentos negativos para não me afundar por causa de uma cagada que eu cometi e que leva a minha motivação ao fim. Eu estou livre para ser quem eu sou, como sou, mas tenho que agir conforme manda a música, tenho que ser resiliente e bater de frente contra todas as adversidades que possam aparecer, sei que tenho capacidade e vontade de estar aqui lutando por algo. Lutar por alguém é algo que farei somente para aqueles que os laços estão distantes de ser destruídos.
A vida é aprendizado até não termos mais nada a oferecer e partirmos. Todos nós vivemos o gene egoísta, gene este que está aqui para sobreviver e agirá de forma conveniente até o seu final, isto é ser politico, isso está no nosso sangue, ser um homem hoje em dia não significa muita coisa então me resta agir daqui em diante com caráter renovado para não cometer com qualquer pessoa que seja, erros que cometi em outras situações que já vivi antes disso.
Eu vou seguir por mim pois não tenho outra forma de acabar com a minha dor, não vou viver com esperança mas no fundo e de verdade minha motivação sempre estará aqui, eu vou abafa-la para que eu não viva ilusões, expectativas frustrantes e desgaste desnecessário de energia emocional.
Guardo todo o amor do mundo para a Mirella, sou grato por tudo e devo muito a ela, mulher de verdade e que tem plena consciência de que está acima de tudo que vivemos até agora.

Vou seguir com um novo trecho que tirei de um livro muito bom:

"Até onde sabemos, de um ponto de vista puramente científico, a vida humana não tem sentido algum. Os humanos são o resultado de processos evolutivos cegos que atuam sem propósito ou objetivo. [...] 
Até onde podemos afirmar no presente momento, a subjetividade humana não faria falta. Portanto, qualquer significado que as pessoas atribuem a própria vida é apenas uma ilusão" 
(pág 402, Sapiens, Yuval Noah Arari.)

Vou usar esse trecho como um mantra para não me sentir mal comigo mesmo, se eu me sentir um lixo pela merda que eu fiz vou fazer mal para mim mesmo e minha vida segue.

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